Jornalista · Memorialista · Homem Público
Seis décadas de imprensa, política e memória brasileira
Rio de Janeiro, 1944
Pesquisa e Acervo: Pedro Lorenzo Raggio Neto
Aristóteles Drummond nasceu no Rio de Janeiro em 22 de novembro de 1944. Ingressou no jornalismo em 1964, pelos Diários Associados, e desde então assinou colunas nos principais jornais do Rio, de Minas Gerais, de São Paulo e de Portugal. Em paralelo, construiu carreira executiva no setor elétrico brasileiro, com passagens pela Light, Cemig, Eletronorte, Manaus Energia e Boa Vista Energia.
Neto do historiador Augusto de Lima Júnior e bisneto do poeta e político Antônio Augusto de Lima, que presidiu o Estado de Minas Gerais em 1891 e idealizou a transferência da capital para Belo Horizonte, cultiva desde a infância o vínculo com Minas Gerais e a tradição intelectual da família. Aos oitenta anos, segue em plena atividade, escrevendo semanalmente em veículos do Brasil e de Portugal.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
22 de novembro de 1944, Rio de Janeiro.
Ingressa no jornalismo em O Jornal, dando início a seis décadas ininterruptas na imprensa brasileira.
Assume cargos no governo Negrão de Lima, no Estado da Guanabara, incluindo a direção do patrimônio da COHAB-GB e a presidência em exercício da companhia.
Assessor do Ministro das Minas e Energia, César Cals, e delegado do Ministério no Rio de Janeiro. No ano seguinte ingressa nos quadros da Light.
Empossado em dezembro de 1984. Permanece no cargo, com breve interregno no governo federal em 1985-87, até a privatização da empresa em 1996.
Requisitado pela Casa Civil da Presidência da República. Em seguida assume a delegacia do Ministério da Indústria e do Comércio no Rio de Janeiro (1986-1987).
Primeiro livro autoral, pela Topbooks, com apresentação de Antônio Olinto. Uma das principais sínteses do pensamento conservador brasileiro no fim do século XX.
Estreia como debatedor no programa Rio em Ação, transmitido pela Rádio Catedral do Rio de Janeiro. O programa segue no ar até hoje.
Assume a presidência do Comitê de Gestão Empresarial do Setor de Energia Elétrica (COGE). Sob sua gestão, o organismo foi aberto a empresas energéticas de outros segmentos.
Deixa a Light com a privatização da empresa. No mesmo ano reedita Vila Rica do Ouro Preto, clássico do avô Augusto de Lima Júnior, pela EGL Editora.
Eleito para o Conselho Fiscal da Cemig. Em 2003 é reconduzido como presidente do órgão, mandato renovado em 2010.
Amplo painel da vida mineira do período colonial à Nova República. A obra terá quatro edições ampliadas até 2005, pelas editoras Armazém de Idéias e Biblioteca do Exército.
Livro de memórias e reflexão política, pela Armazém de Idéias. Um apanhado de sua vida, pensamento e amizades ao longo de seis décadas.
Publica Um Caldeirão Chamado 1964, com apresentação do general Leônidas Pires Gonçalves e prefácio de Marco Maciel. No mesmo ano lança a antologia O Homem Mais Lúcido do Brasil, com as melhores frases de Roberto Campos.
Publica O Homem Mais Realista do Brasil, antologia das melhores frases de Delfim Netto.
Álbum memorialista que reúne registros fotográficos e narrativos de mais de sete décadas de vida pública e afetiva.
Publica Cartas de Lisboa, com prefácio do historiador Jaime Nogueira Pinto, e a biografia Ernane Galvêas: Um Servidor do Brasil, em parceria com José Lorêdo Filho.
Aos 80 anos, segue escrevendo semanalmente em mais de dez veículos do Brasil e de Portugal, consolidado como uma das vozes mais longevas do jornalismo conservador brasileiro.
Filho de Aristóteles Colombo Drummond e Maria Luiza de Lima Drummond, é herdeiro de uma linhagem intelectual mineira que marcou sua formação. Pelo lado materno, é bisneto de Antônio Augusto de Lima (1859-1934), poeta, jornalista, magistrado e político mineiro que presidiu o Estado de Minas Gerais entre março e junho de 1891, período em que propôs a mudança da capital de Ouro Preto para o então Curral del Rei, atual Belo Horizonte. Antônio Augusto de Lima foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903, ocupando a cadeira 12, da qual seria presidente em 1928, e exerceu ainda o mandato de deputado federal entre 1909 e 1929.
É neto do historiador Augusto de Lima Júnior (1889-1970), autor do clássico Vila Rica do Ouro Preto e primogênito dos sete filhos do poeta. Foi Lima Júnior quem representou o Brasil como delegado extraordinário na Exposição do Duplo Centenário realizada em Lisboa em 1940, a convite de Getúlio Vargas. Desse período nasceu a defesa da integração luso-brasileira que atravessaria três gerações da família.
Ainda menino, acompanhava o avô em viagens frequentes a Minas Gerais. O contato permanente com a terra dos antepassados resultaria décadas depois no livro Minas, publicado em edições sucessivamente ampliadas a partir de 2002, e no cuidadoso trabalho de reedição das obras do avô e do bisavô.
Formou-se em Jornalismo, Relações Públicas e Administração. Nos anos 1960, foi líder estudantil em uma época de intensa politização das universidades brasileiras, o que lhe deu contato precoce com o ambiente político antes mesmo de pisar numa redação.
Em 1964, entrou nos Diários Associados, o conglomerado de Assis Chateaubriand que era então uma das principais escolas do jornalismo brasileiro. Começou em O Jornal, no Rio de Janeiro. Nos vinte anos seguintes, seria articulista fixo de O Estado de Minas. Depois vieram O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, Jornal do Commercio, Tribuna da Imprensa e Correio Braziliense. Colaborou também com as revistas Foco, de Brasília, e Encontro, de Belo Horizonte.
Hoje assina colunas semanais no Hoje em Dia (MG), no O Dia (RJ), no Correio da Manhã (RJ), no Diário do Comércio (SP), no Diário de Petrópolis, no Diário de Barretos, no Correio da Serra (MG), no Jornal Inconfidência, no Jornal do Commercio de Manaus e no Midiamax do Mato Grosso do Sul. Em Portugal, escreve desde 2018 para O Diabo e SOL, de Lisboa.
O programa Rio em Ação, na Rádio Catedral, está no ar desde 1993. Por muitos anos foi também âncora do Brasil é Isso, na Rede Vida. Dirigiu as sucursais do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil em Brasília entre novembro de 2004 e abril de 2005. É membro do PEN Clube do Brasil, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro e da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
Ao lado do jornalismo, Aristóteles Drummond construiu carreira executiva no setor elétrico brasileiro. Ao longo de mais de quatro décadas, ocupou posições de direção e assentos de conselho em algumas das maiores companhias de energia do país.
Ingressou no setor em 1979 como assessor do Ministro das Minas e Energia, César Cals, e delegado do Ministério no Rio de Janeiro. No ano seguinte, entrou para os quadros da Light, então principal distribuidora de energia do Rio de Janeiro. Foi empossado diretor de administração da empresa em dezembro de 1984. Manteve o cargo, com breve interrupção entre 1985 e 1987 quando foi requisitado pela Casa Civil da Presidência da República e depois pelo Ministério da Indústria e do Comércio, até julho de 1996, ano da privatização da empresa. Como diretor, atuou sob sucessivos presidentes da companhia: Luís Oswaldo Norris Aranha, Túlio Romano Cordeiro de Melo, José Marcondes Brito de Carvalho, Alberto Costa Guimarães, Confúcio Cavalcante e Joaquim Afonso Leite de Castro.
Integrou o conselho de administração da Eletronorte (1996-2003), da Manaus Energia (1997-2003) e da Boa Vista Energia (1997-2003). Em 1999 foi eleito para o Conselho Fiscal da Cemig, sendo reconduzido em 2003 como presidente do órgão, mandato exercido até 2006 e retomado em nova eleição em 2010. Representando a Eletrobrás, ocupou também o Conselho de Administração da CEAM e da CEMAT em 2005, com reeleição neste último. Em 2006 foi eleito membro do Conselho Fiscal da Light, com renovação em 2010.
Entre 1994 e 1996, exerceu os mandatos de vice-presidente e depois presidente do Comitê de Gestão Empresarial do Setor de Energia Elétrica (COGE), órgão vinculado à Eletrobrás que reunia diretores das áreas de suprimento, transportes, jurídico e meio ambiente das principais empresas do setor. Sob sua gestão, o COGE abriu-se a companhias energéticas em geral. A COMGÁS, de São Paulo, foi a primeira empresa de outro segmento a filiar-se.
Antes do setor elétrico, foi assessor da diretoria do Banco Nacional entre 1964 e 1968. Fundou a Companhia Nacional de Seguros. Desde 1973 é titular da Irad Assessoria e Consultoria, voltada para administração e comunicação social, com ênfase em coordenação de verbas de publicidade, promoção e marketing para grandes empresas.
Presidiu o Conselho do Centro de Estudos Avançados em Administração (CEAD) em 1994. Integra o conselho da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) desde 2008. É diretor e vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro desde 1968, instituição da qual é também Grande Benemérito. Atualmente compõe o Comitê de Auditoria da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).
Diretor de Administração de 1984 a 1996. Trabalhou com seis sucessivos presidentes até a privatização da empresa.
Membro do Conselho Fiscal desde 1999. Presidente do órgão a partir de 2003, reconduzido em 2010.
Integrou o conselho de administração das Centrais Elétricas do Norte entre 1996 e 2003.
Presidente do Comitê de Gestão Empresarial do Setor de Energia Elétrica entre 1994 e 1996. Abriu o organismo a empresas de outros segmentos energéticos.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
A estreia na administração pública ocorreu no governo Negrão de Lima, no antigo Estado da Guanabara. Entre 1966 e 1970, dirigiu a Divisão de Divulgação do Departamento de Engenharia Urbanística da Secretaria de Estado de Obras Públicas. No mesmo período, foi diretor do patrimônio da COHAB-GB, chegando à condição de presidente em exercício da companhia, e assessor do Secretário de Estado de Governo.
Nos anos 1980, ocupou uma sequência de cargos no governo federal. Foi assessor e chefe de gabinete do Ministro das Minas e Energia entre 1980 e 1984, período em que integrou a comitiva oficial do presidente João Figueiredo em viagem à França. Em fevereiro de 1985, assumiu posição em conselho antes ocupada pelo senador Gilberto Marinho, recém-falecido. Poucos meses depois, foi requisitado pela Casa Civil da Presidência da República e, em seguida, pelo Ministério da Indústria e do Comércio, onde exerceu o cargo de delegado no Rio de Janeiro entre 1986 e 1987.
Foi ainda membro do Conselho de Administração do Metrô do Rio de Janeiro (1985), indicado pelo Ministério dos Transportes. Presidiu o Conselho Fiscal da Companhia Vale do Rio Doce entre 1986 e 1988. Integrou o Conselho Fiscal da Petrofértil entre 1987 e 1992.
Ligado ao conservadorismo desde a juventude, integrou os diretórios nacionais da ARENA e de suas sucessoras: PDS, PPR e, atualmente, PP. A fidelidade a um mesmo campo político ao longo das décadas fez dele referência do pensamento conservador brasileiro, condição reforçada pela amizade e convivência direta com figuras como Francisco Negrão de Lima, José de Magalhães Pinto, José Luiz de Magalhães Lins, José Hugo Castelo Branco, César Cals, Mário Bhering, Ozanan Coelho, Elias de Souza, Roberto Campos, Delfim Netto e Francisco Dornelles.
Fiel à tradição familiar herdada do avô Lima Júnior, apoiou desde a primeira hora a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), proposta pelo presidente Itamar Franco a partir de sugestão de José Aparecido de Oliveira. É diretor da Fundação Luso-Brasileira e mantém colaboração regular com a imprensa portuguesa, sobretudo através do semanário O Diabo, de Lisboa.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
Autor, organizador e editor, Aristóteles Drummond publicou livros que percorrem os grandes temas de sua trajetória: política, Brasil, Minas Gerais, fé, memória familiar e integração luso-brasileira. Reeditou também as obras clássicas do avô e do bisavô.
Coletânea de ensaios pela Topbooks, com apresentação de Antônio Olinto.
Edição revista e ampliada da obra do avô Augusto de Lima Júnior, pela EGL Editora.
Organização da obra poética do bisavô Antônio Augusto de Lima, pela Academia Brasileira de Letras.
Panorama da vida mineira do período colonial à Nova República. Reeditado sucessivamente até 2005.
Livro de memórias e reflexão política, pela Armazém de Idéias.
Testemunho sobre a Revolução de 1964, com apresentação de Leônidas Pires Gonçalves e prefácio de Marco Maciel. Reeditado em 2019.
Antologia das melhores frases de Roberto Campos, organizada por Aristóteles Drummond.
Antologia das melhores frases de Delfim Netto, organizada por Aristóteles Drummond.
Fatos e fotos de uma vida. Álbum memorialista da trajetória do autor.
64 artigos publicados em O Diabo, de Lisboa, com prefácio de Jaime Nogueira Pinto.
Biografia do ex-ministro da Fazenda, escrita em parceria com José Lorêdo Filho.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.
Aristóteles Drummond recebeu ao longo da vida pública dezenas de honrarias civis, militares, religiosas e municipais, no Brasil e no exterior.
Cavaleiro e Oficial
Ministério do Exército
Ministério da Aeronáutica
Ministério da Marinha
Ministério da Marinha
Governo de Minas Gerais
Governo de Minas Gerais
Estado do Rio de Janeiro
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Tribunal de Contas de Minas Gerais
Assembleia Legislativa do Rio
Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais, de Belo Horizonte, Tiradentes e Barbacena.
Cidadão de Piraí, Campos, Vassouras, Rio Claro, Petrópolis, Barra Mansa e Miguel Pereira.
Cavaleiro de Comenda e Chanceler da Lugartenência do Brasil (Conselho 2025). A Ordem, com sede no Vaticano e presente em cerca de 30 países, sustenta financeiramente a Diocese Latina de Jerusalém e apoia paróquias, estabelecimentos de ensino e obras caritativas. No Brasil, a Lugartenência apoia a Paróquia São Judas Tadeu, no Rio de Janeiro, e organiza peregrinações à Terra Santa e a Lourdes.
Irmão da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.
Comendador da Ordem do Mérito Nacional da República Portuguesa.
Grande Benemérito da instituição, da qual é também diretor e vice-presidente desde 1968.
Conselheiro de Administração Certificado e Conselheiro Fiscal Certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.
Pesquisa e curadoria: Pedro Lorenzo Raggio Neto.